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Título: Como você trabalha?

Data: 13/11/2008 - 09:22:31

O número de profissionais dedicando tempo demasiado ao trabalho aumentou tanto nos últimos anos, que até deu origem a um termo para designer essa pessoa “viciada”. Não que eles não existissem até então, mas os últimos tempospropiciaram o crescimento do número dos chamados workaholics (uma fusão entre as palavras trabalho e a terminação que caracteriza indivíduos com alguma espécie de vício). O motivo? Muito provavelmente a alta competitividade do mercado de trabalho e, conseqüentemente, o aumento da pressão pela apresentação de resultados. Além disso, na busca por redução de custos, diversas empresas, em setores distintos, realizaram cortes bruscos em seu quadro de pessoal. “Vivemos um momento onde o reconhecimento vem quando se mostram resultados. O comprometimento do profissional com a empresa e a sua determinação na obtenção dos resultados fazem com que muitos passem dos limites”, afirma Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br. Motivos à parte, a questão é que é preciso perceber se o profissional está fazendo isso por prazer ou por obrigação. Em geral, o que é feito por obrigação não traz bons resultados e acaba fazendo mal à saúde. No entanto, ainda que o excesso seja sustentado pelo prazer naquilo que faz, é importante lembrar que há uma família em casa esperando por atenção e outros assuntos da vida pessoal que também merecem destaque. Para especialistas, trabalhar por muito tempo não significa necessariamente produzir por muito tempo. O mais indicado, segundo eles, é dosar o trabalho com a vida pessoal, para não ocasionar danos à saúde, nem à família e, inclusive, para render mais. “O workaholic descreve sua condição com orgulho. Se isso for uma situação esporádica, sem problemas, mas se isso for uma constante, ela deve ser vista como preocupante, pois demonstra que a vida é levada com desequilíbrio”, alerta Abrileri. É comum esses trabalhadores se cobrarem demais devido às pressões do dia-a-dia e chegarem a colocar os interesses da empresa acima da vida pessoal. Porém, o período no escritório se estende pelo fato de estes não terem uma hora específica de deixar o trabalho. É importante fixar uma hora de saída e cumpri-la. “Por saber que terá que abandonar o escritório em determinado momento, o rendimento aumenta no período de trabalho”, enfatiza o executivo. O ideal é que a pessoa saiba equilibrar a vida profissional e pessoal, postura essa que as empresas começam a valorizar, oferecendo cada vez mais condições que a propiciem.



Por: Marcio



    

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